O Pipiruí é um pífaro tradicional do Brasil. Sua origem remonta ao período colonial, onde era utilizado pelas bandas marciais dos "Dragões do Império". Os pífaros são instrumentos oriundos da Idade Média europeia; trazidos pelos portugueses, foram sendo modificados pelos povos locais. Assim teve origem o Pipiruí, que no século XVIII era muito comum em Minas Gerais e regiões próximas. Com o passar do tempo e a introdução de outros tipos de flautas, o Pipiruí acabou esquecido.
A palavra Pipiruí tem origem indígena, e significa pio pequeno - uma possível referência ao som agudo e ao tamanho do instrumento.
O Pipiruí difere de outros tipos de pífaro (como o pífaro nordestino, mais conhecido no Brasil). Suas características ergonômicas e sonoras lhe conferem um destaque particular.
Sua confecção é de taquara (bambu), e suas dimensões assemelham-se as da flauta doce soprano. A tocabilidade lembra a das flautas célticas, e sua afinação é surpreende pela precisão.
Atualmente, o Pipiruí vem sendo resgatado na região do Espírito Santo, na divisa com os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O instrumento, pelas suas peculiaridades, merece lugar como patrimônio cultural do Brasil. Seu emprego tem potencial para bandas de pífaros e grupos folclóricos, mas também para musicalização infanto-juvenil em escolas e espaços culturais.
Os Pipiruís são geralmente afinados em dó, podendo também serem afinados em outros tons, sempre na região de soprano.
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