Você sabe a diferença entre a flauta doce e a flauta transversal? Parece óbvio, mas para muitas pessoas pode não ser assim tão simples. Vamos lá:
Embora a maioria das flautas transversais hoje sejam feitas de metal, e as flautas doces, de resina, ambos os instrumentos são listados como madeiras. Na classificação Hornbostel-Sachs, a flauta doce é listada sob o código 421.221.12 (instrumento de tubo aberto com furos diretamente para os dedos), enquanto a flauta transversal possui o código 421.121.12 (flauta de sopro lateral com tubo aberto e chaves).
A flauta transversal é tocada soprando-se em um bocal, com o instrumento posicionado lateralmente. A flauta doce, por sua vez, é tocada soprando-se em uma boquilha, com o instrumento posicionado frontalmente.
Theobald Böehm (1794 - 1881) desenvolveu a atual flauta transversal, com um sistema de chaves que potencializou seus recursos. Por tal razão é que, no século XIX, as orquestras passaram a preferi-la em lugar da flauta doce, que é um instrumento mais camarístico (menos instrumentos no conjunto e em espaços menores).
A tessitura da flauta transversal é próxima das flautas doces contralto e tenor. Contudo, a flauta transversal moderna supera três oitavas de extensão, alcançando a mesma altura da flauta doce soprano.
Costuma-se chamar a flauta transversal apenas de flauta. Entretanto. na Língua Portuguesa, flauta pode ser um termo genérico para muitos instrumentos, sobretudo para pessoas leigas.
Muitas pessoas utilizam a flauta doce para se musicalizarem, visando uma posterior migração para a flauta transversal. De fato, a flauta doce soprano (notadamente a germânica) pode auxiliar na familiarização de alguns conceitos teóricos e práticos da flauta transversal.
Assim como a flauta doce, a flauta transversal possui sua família, que inclui o flautim (Piccolo), a flauta transversal alto em sol e a flauta transversal baixo, uma oitava sob a principal.
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